Não se irrite com o taxista. Não que ele vá esquartejá-lo e jogar o que sobrou no Hudson (o que poderia acontecer em Praga), mas você irá se zangar por muito pouco: os taxistas nem sempre são atenciosos, nem sempre são educados e nem sempre falam inglês – simples assim.
Acostume-se com a ideia de que é comum recusar uma corrida. Diferente do que muitos tendem a pensar, isso não estará acontecendo porque você é negro, latino ou tem cara de brasileiro: taxistas trabalham a mercê de suas vontades e é impossível tentar entendê-las. Pegar um táxi em Manhattan é seguro: enrolar o passageiro não faz parte da cultura local.
Dito isso, fica a dica: o letreiro que aparece em cima do veículo possui três luzes, uma central e duas laterais. Quando apenas as laterais estão acesas, o taxista não está trabalhando; quando apenas a central está acesa, o táxi já possui passageiro; quando nenhuma luz está acesa, o táxi está livre. (descobri a pouco tempo atrás que aqui no Brasil, tb funciona assim… Luz acesa, táxi ocupado, luz apagada, táxi livre… hehehe).
Outra: prédios em geral possuem uma lâmpada próxima à portaria principal ou sobre o toldo de entrada que, quando acessa, significa que alguém ali espera por um carro – no inverno, nada passar frio sem necessidade.
Não se irrite com os chineses no balcão. Nova York é uma capital multicultural onde vários imigrantes vivem, mas nem sempre são felizes. Você pode conhecer a melhor “deli” para tomar o melhor café e comer o melhor bagel da cidade, mas nada impede que ela pertença à chinesa mais mal-humorada de Manhattan: relaxe, usufrua do lugar e se despeça em português para irritá-la na mesma proporção.
Não se irrite at all. Se você está acostumado com Orlando, com São Francisco ou com as praias da Califórnia, saiba desde já que Nova York é completamente diferente: aqui as pessoas andam apressadas, as coisas acontecem e deixam de acontecer em um minuto e nem sempre os atendentes fazem muita questão de atendê-lo.
É exatamente isso que faz de Nova York um dos destinos mais visitados do mundo: a Califórnia é linda e inesquecível, mas ninguém precisa de duas no mesmo país – se Nova York gritar, grite para ela! Abandone a postura de turista fragilizado e ande pela cidade como se ela também te pertencesse.
Cuidado ao atravessar as ruas. Mesmo com o transporte público invejável, milhares de carros andam pela superfície e a qualquer momento podem provocar grandes congestionamentos. Por isso, fique atento às ruas e não confie nos semáforos: mesmo com a luz vermelha acesa, carros não só podem como devem furar sinais para impedir engarrafamentos homéricos. Provavelmente eles diminuirão a velocidade e passarão com mais cautela; mas não caminhe pela faixa de pedestre como se estivesse fazendo compras.
Metrô não é para os fracos. Entre rápido e saia depressa, principalmente entre às 17:00 e 19:00 horas. Claro que se você está na plataforma é bom esperar alguns segundos para que as pessoas saiam do vagão, mas deixe o espírito de escoteiro no hotel ou você irá perder o trem.
Outra: em Nova York é complicado ser um especialista em linhas de metrô sem errar muitas vezes antes. Elas são inúmeras, se misturam e nos confundem. Saiba sempre onde está o seu destino final: seja uptown ou downtown, caminhe em direção as escadarias corretas para otimizar seu tempo.
Dicas de segurança: tarde da noite, quando as estações estão vazias, existe a possibilidade de ser roubado. Eu não saberia dizer exatamente quais paradas são mais ou menos perigosas, por isso, na dúvida, vá de táxi.
Partindo do pressuposto de que qualquer estação deserta e subterrânea é potencialmente perigosa, lembre-se: entre no vagão do “maquinista”, o sujeito que põe a cabeça para fora da janela sempre que o trem para por completo. Antes de embarcar, se houver, fique em algum lugar próximo a cabine do funcionário.
E uma informação bônus que você deve saber Nova York…
Caminhe no ritmo da cidade. Existem bairros e bairros, sinta a atmosfera de cada um para se encaixar no ritmo dos nova-iorquinos e aproveitar melhor a cidade. A melhor forma de descer a 5th Ave é no ritmo badalado de quem passa por você, enquanto quem desce a Bleecker desce admirando cada vitrine que aparece pelo caminho.
Todo mundo ama Nova York!
Retirado do Rodei
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